Moedas do G10 são negociadas entre intervalos estreitos enquanto os mercados emergentes continuam a sua recuperação

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5 Junho 2023

Escrito por
Enrique Díaz-Álvarez

Chief Risk Officer na Ebury

Enquanto o euro, o dólar e a libra esterlina não registaram grandes movimentações entre si, as moedas dos mercados emergentes voltaram a ser o centro das atenções na semana passada.

A
s moedas latino-americanas, em particular, deram continuidade ao seu excelente desempenho de 2023, impulsionadas pelo regresso do apetite ao risco nos mercados financeiros, o que está a impulsionar os ativos de risco em geral. As notícias durante o fim-de-semana de que a Arábia Saudita iria reduzir a produção de petróleo deverão reforçar a tendência positiva dos preços das matérias-primas e dar um maior suporte às moedas correlacionadas. As moedas com pior performance da semana foram o franco suíço, à medida que o apetite por ativos de refúgio diminui, e a lira turca, que está a desvalorizar em reacção ao triunfo eleitoral de Erdogan e às perspectivas de um regresso à tranquilidade financeira global.

Esta semana será invulgarmente calma, com poucas notícias macroeconómicas ou políticas susceptíveis de agitarem os mercados em qualquer uma das principais áreas económicas. Para esta semana destacamos os discursos da Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, e da vogal do FOMC, Loretta Mester.

EURO

Os números preliminares da inflação para Maio na Zona Euro contêm as primeiras boas notícias significativas nesta frente em muitos meses. Tanto o índice de referência como o subíndice de base caíram consideravelmente mais do que o esperado. O índice de referência caiu de 5,6% para 5,3% no ano, o primeiro recuo significativo em relação aos máximos históricos.

Com as taxas em 3,25%, o BCE ainda tem muito trabalho a fazer, e os níveis de inflação na zona euro continuam inaceitavelmente elevados, mas parece que há pelo menos uma luz ao fundo do túnel.

USD

O relatório dos salários de Maio dos EUA foi forte em todos os sentidos. A criação de emprego continua a ser forte e os EUA permanecem em pleno emprego. Esta força está a atrair trabalhadores para o mercado de trabalho, entretanto, os salários parecem estar a moderar lentamente.

Este relatório reduz a pressão sobre a Reserva Federal para que volte a aumentar a taxa de juro na reunião de Junho, embora um número negativo sobre a inflação na próxima semana possa voltar a alterar todas as expectativas. No entanto, as expectativas de cortes continuam a diminuir no futuro. Em suma, o Fed parece estar mais perto de alcançar um impacto da subida das taxas de juro mais suave do que parecia há apenas algumas semanas.

GBP

A desagradável surpresa do IPC de há duas semanas atrás continua a apoiar a libra esterlina, dando força ao cenário de que o Banco de Inglaterra poderá ter que aumentar as taxas de juro. Esta valorização da libra foi particularmente forte contra o euro, levando a libra a fazer novos máximos na semana passada contra a moeda comum.

Com poucas notícias que agitem o mercado ou discursos do banco central durante esta semana, a libra esterlina deve ser negociada principalmente com base em informações de outros mercados.

 

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