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Dólar sobe, face a um BCE cauteloso, fortalecendo os títulos dos EUA

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29 July 2019

Escrito por
Enrique Díaz-Álvarez

Chief Risk Officer at Ebury. Committed to mitigating FX risk through tailored strategies, detailed market insight, and FXFC forecasting for Bloomberg.

O aumento geral do apetite pelo risco foi uma vantagem para o Dólar americano na semana passada.

O
s fortes dados de crescimento económico nos EUA, o aumento das obrigações da dívida pública bem como o facto de o BCE não se comprometer com cortes em setembro impulsionaram o Dólar, que terminou a semana mais em alta face a todas as principais moedas mundiais. O único sinal positivo para o Euro foi o facto de ter conseguido fechar acima da marca dos 1,11, apesar das surpresas económicas negativas e do conservadorismo do BCE.

Esta semana avizinha-se ser mais uma vez uma semana volátil. O foco principal será, obviamente, a reunião da Reserva Federal de quarta-feira, enquanto os mercados tentam avaliar o quão cautelosa será a Reserva Federal dada a evolução económica e inflacionária positiva. Na quinta-feira, o Banco de Inglaterra encerra uma semana repleta de importantes reuniões do banco central. Finalmente, olhamos para os dados do crescimento do PIB fora da Zona Euro na quinta-feira, a fim de confirmar a extensão da desaceleração económica nesses países.

EUR

Talvez seja surpreendente que o Euro tenha resistido tão bem dado o ciclo de notícias negativas na semana passada. Os índices de PMI relativos à atividade empresarial para a indústria caíram para níveis ainda mais contracionistas. Apesar de o número dos serviços mais importantes ter resistido razoavelmente bem, os números mais baixos da atividade produtiva da Zona Euro ainda não estão a reagir. Na quinta-feira, o BCE deixou claro que tem estado a preparar um pacote de medidas de alívio desde a reunião de setembro. O Presidente Draghi mostrou-se particularmente cauteloso acerca da situação da atividade produtiva e da baixa inflação. Com os dois bancos centrais mais importantes do mundo a tentarem superar-se mutuamente no que respeita a adicionar estímulo às economias ainda em crescimento, continuamos a considerar que o Euro irá provavelmente superar o Dólar, já que as taxas têm muito mais espaço para cair do outro lado do Atlântico.

GBP

A nomeação de Boris Johnson como Primeiro-Ministro pouco contribuiu para movimentar a Libra, tal como inteiramente antecipado pelos mercados. Não houve boas notícias para a Libra Esterlina durante a última semana, que acabou por ter um desempenho inferior a todas as moedas do G10 à exceção do Dólar. Houve poucas notícias sobre o Brexit, mas estando Boris Johnson a exigir uma revisão do “backstop” da Irlanda e estando a UE a reiterar que o acordo atual não pode ser renegociado, os apostadores estão a aumentar lentamente as probabilidades de um Brexit sem acordo. O nosso cenário base continua a ser o de que a questão do Brexit não poderá ser resolvida de uma forma ou de outra sem eleições.

USD

Os fortes números do crescimento no segundo trimestre nos EUA parecem contradizer a posição pessimista da Reserva Federal expressa na última reunião do Comité FOMC. O crescimento superou as expectativas, tendo por base níveis fortes de despesas de consumo, enquanto o investimento das empresas ficou para trás. Mais importante é o facto de ambos os deflatores terem aumentado bastante. No geral, se a economia dos Estados Unidos crescer a níveis moderados, com a maioria dos indicadores de inflação ao mesmo nível ou acima das metas da Reserva Federal, então não estará preparada para estímulos monetários adicionais para além do corte praticamente certo que teremos na próxima semana. No entanto, a Reserva Federal é quem terá a palavra final sobre esta questão. Consideramos que o “dot plot” em que os responsáveis da Reserva Federal apresentam a sua melhor previsão sobre a trajetória futura das taxas de juros será essencial. É bem possível que os mercados das taxas de juros se tenham precipitado quando estimaram até quatro cortes durante os próximos 12 meses.

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