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Dólar dispara em resposta aos relatórios sobre o emprego nos EUA que põem em causa os cortes da Reserva Federal

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8 July 2019

Escrito por
Enrique Díaz-Álvarez

Chief Risk Officer at Ebury. Committed to mitigating FX risk through tailored strategies, detailed market insight, and FXFC forecasting for Bloomberg.

Há já algum tempo que insistimos que os mercados das taxas de juro têm estado a exagerar ao antecipar que a Reserva Federal iria proceder a quatro reduções nos próximos trimestres.

O
relatório sobre o emprego americano da semana passada sustentou a nossa perceção, tornando claro que não se vislumbra qualquer abrandamento significativo do ritmo de criação de emprego nos EUA. Este relato empurrou a rendibilidade dos títulos do Tesouro a 10 anos novamente para cima da barreira psicológica dos 2,00% e desencadeou uma corrida contra a corrente do Dólar americano, que terminou a semana em alta, comparativamente a todas as moedas do G10 – à exceção do Dólar canadiano, ele próprio suportado pelo efeito de um relatório sobre o emprego canadiano com indicadores fortes.

É de salientar que o desempenho do Dólar foi muito mais variável face às principais moedas dos mercados emergentes, muitas das quais conseguiram ter um desempenho forte, do que no que se refere às elevadas rendibilidades dos títulos americanos, à medida que se verifica uma retração dos receios relativamente à economia mundial.

O foco na próxima semana mantém-se totalmente sobre os EUA. O Presidente da Reserva Federal, Powell, irá prestar declarações ao Congresso e será interessante verificar em que medida os recentes números económicos fortes atenuam o seu entusiamo por uma política mais flexível.

EUR

O anúncio de Christiane Lagarde como próxima Presidente do BCE constitui uma mensagem de continuidade e, até, de um certo conservadorismo. Pelo menos foi assim que os mercados o interpretaram, com as obrigações italianas a dispararem e o Euro a começar a perder altura, mesmo antes da publicação do relatório sobre o emprego dos EUA, na sexta-feira. Por outro lado, a decisão da UE de não aplicar multas à Itália por incumprimento do défice orçamental é sinal de uma visão mais tolerante de mais estímulos orçamentais. Em nossa opinião isso significa que as medidas adicionais de estímulo monetário serão menos necessárias, o que é positivo para o Euro, no médio prazo.

GBP

Existem sinais crescentes de que o impasse do Brexit começa a abalar a confiança comercial do Reino Unido. Os indicadores PMI da atividade empresarial caíram abaixo do nível crucial de 50 pontos, que sugere contração. Nesta semana veremos se a perda de confiança se reflete nos dados económicos reais, quando o crescimento do PIB dos três meses até maio for tornado público na quarta-feira.

USD

Os rumores positivos da semana passada na frente comercial culminaram, na sexta-feira, com o relatório sobre o emprego norte-americano. A criação de emprego recuperou significativamente em junho da quebra de maio, com os salários reais a prosseguirem no caminho de um crescimento modesto, mas regular. Não existem sinais que façam antever recessão, ou mesmo um abrandamento significativo nos EUA. Após o relatório, os mercados aparentaram excluir qualquer corte de 50 pontos base saído da reunião de julho da Reserva Federal. Embora sejamos da opinião de que uma redução é politicamente inevitável, pensamos que não estão ainda reunidas as condições para um ciclo de estímulos monetários sustentado.

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