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Dados desoladores sobre a Zona Euro fazem Euro afundar

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30 September 2019

Escrito por
Enrique Díaz-Álvarez

Chief Risk Officer at Ebury. Committed to mitigating FX risk through tailored strategies, detailed market insight, and FXFC forecasting for Bloomberg.

A semana passada iniciou em tom negativo para o Euro devido à publicação, na segunda-feira, dos dados preliminares dos índices PMI, que resultaram piores do que o esperado, com sinais de que a Alemanha poderá estar a entrar em recessão.

E
m reação à notícia, o Euro caiu e não voltou a recuperar, tendo terminado a semana em baixa face às principais moedas, à exceção da Libra, que enfrenta os seus próprios problemas.

Esta semana, as atenções incidem na divulgação dos dados económicos, em particular as estimativas da inflação da Zona Euro, na terça-feira, e o relatório sobre o emprego nos EUA, na sexta-feira. No entanto, estaremos atentos aos desenvolvimentos políticos em torno de um possível estímulo fiscal à economia alemã e, como sempre, às conversações entre a UE e o Reino Unido relativamente ao Brexit.

EUR

Os índices PMI da atividade empresarial de setembro pintaram um quadro negro. A recessão da indústria produtiva intensificou-se e, embora os serviços mantenham uma tendência expansionista, de um modo geral os números configuram uma quase estagnação da economia.

Tendo em vista um crescimento económico modesto, na melhor das hipóteses, e uma inflação muito longe da trajetória ascendente ambicionada pela UE, as medidas de estímulo anunciadas este mês parecem totalmente justificadas, além de que as vozes a favor de um estímulo fiscal nos principais países, especialmente na Alemanha, são cada vez mais audíveis.

GBP

A Libra reagiu mal, na semana passada, aos novos sinais de caos na política britânica, com o aproximar do prazo para a saída do Reino Unido da União Europeia, em 31 de outubro. A decisão do Supremo Tribunal sobre a ilegalidade da suspensão do Parlamento Britânico constituiu um duro golpe contra o Primeiro-ministro Johnson. Embora as perspetivas imediatas de uma saída sem acordo tenham recuado um pouco, existem sinais cada vez mais evidentes de que a economia britânica começa a pagar um preço alto. Prevemos que o índice PMI da atividade empresarial, a sair hoje, venha confirmar esta tendência.

USD

Apesar de o Congresso estar cada vez mais inclinado para a impugnação do Presidente Trump, os mercados financeiros parecem estar a ignorar por completo os desenvolvimentos políticos. Pelo contrário, o foco está nas boas notícias provenientes da economia americana. Suportadas por baixas taxas de juro, despesas deficitárias excessivas e um mercado de emprego sólido, as expectativas de uma recessão não deram em nada. É de continuar a esperar a confirmação desta perspetiva otimista no relatório sobre o emprego, na sexta-feira, em que se prevê nova surpresa na subida dos salários.

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