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Redução do PIB e Reserva Federal não comprometida afundam Dólar americano

( tempo de leitura: 3 minutos )

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1 Agosto 2022

Escrito por
Enrique Díaz-Álvarez

Chief Risk Officer na Ebury

A economia dos EUA encontra-se agora tecnicamente em recessão, e os aumentos da Reserva Federal estão agora totalmente dependentes dos dados sobre a inflação e o trabalho resultantes de cada reunião.

E
sta realidade fez baixar drasticamente os rendimentos nos EUA,provocando, por sua vez, a desvalorização do Dólar em relação a quase todas as principais moedas do mundo, salvo, surpreendentemente, o Euro, que continua a sofrer com a lenta, mas constante, redução do abastecimento de gás russo. Os vencedores da semana foram as moedas de commodities da América Latina, com o Real Brasileiro a liderar o caminho, após uma valorização de quase 6% face ao Dólar.

Agora que tanto a Reserva Federal como o BCE retiraram de uma vez por todas as orientações antecipadas, as subidas dos bancos centrais estão mais dependentes dos dados do que nunca. Por este motivo, as atenções estarão centradas no relatório do mercado de trabalho norte-americano que sairá na sexta-feira. Até à data, o mercado de trabalho tem-se mantido notavelmente resistente à desaceleração económica. Prevê-se que na quinta-feira o Banco de Inglaterra suba as taxas mais 50 pb, e é bem provável que desvalorize ou elimine quaisquer orientações prévias explícitas sobre as taxas.

EUR

A inflação da zona euro surpreendeu mais uma vez pela positiva, validando a nossa perspetiva de que o BCE poderá subir as taxas ainda mais do que os mercados pareceram dispostos a aceitar até agora.

No entanto, a publicação da inflação foi ofuscada pela contínua redução do abastecimento do gás proveniente da Rússia, e pelo anúncio de várias medidas para reduzir a procura, que não são encaradas, compreensivelmente, como favoráveis ao Euro. Não se espera que esta semana traga grandes novidades, embora as atenções dos mercados se concentrem na publicação económica do BCE na quinta-feira para maior clareza relativamente aos planos dos bancos centrais relativamente a novas subidas.

USD

Embora seja verdade que a economia dos EUA tenha registado uma ligeira contração em dois trimestres consecutivos, não se pode considerar que o atual cenário económico seja de recessão. A combinação invulgar de crescimento estagnado, pleno emprego e pressões inflacionárias muito elevadas levou a Reserva Federal a retirar de uma vez por todas as orientações de futuro na sua reunião de quinta-feira e a anunciar que quaisquer novas medidas dependerão da evolução dos dados.

Os dados de sexta-feira sobre salários e inflação não mostraram sinais de que a inflação esteja a recuar para níveis desejáveis, e os elevados dados do indicador de clima económico e do custo do emprego deram sinais crescentes de uma espiral de subida de salários e preços. Resumindo, parece-nos que as expectativas de mercado relativas à subida das taxas de juro pela Reserva Federal para pouco menos de 3,25% são demasiado otimistas. Os mercados voltam-se agora para o relatório de sexta-feira sobre o emprego não agrícola fora dos EUA, que deverá mostrar mais um bom mês de ganhos de emprego num contexto de pleno emprego. Estaremos muito atentos aos números salariais para confirmar o feedback acima mencionado sobre preços e salários mais elevados.

GBP

A Libra Esterlina continua a negociar sobretudo em função dos ativos de risco e a subida das ações na semana passada levou a moeda para os primeiros lugares do G10, muito à frente do Dólar e do Euro. A reunião do Banco de Inglaterra na quinta-feira será determinante para a Libra. Aquando do fecho na sexta-feira, os mercados de taxas de juro estavam equitativamente repartidos entre uma subida de 25 pb e 50 pb.

Portanto, é quase certo que haverá grande volatilidade nas negociações na quinta-feira. Pensamos que será difícil para o CPM inverter a tendência de subida dos bancos centrais do G10 e esperar a grande jogada, com a consequente valorização da Libra.

 

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