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Preocupações com o coronavírus dominam os mercados financeiros

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24 February 2020

Escrito por
Enrique Díaz-Álvarez

Chief Risk Officer at Ebury. Committed to mitigating FX risk through tailored strategies, detailed market insight, and FXFC forecasting for Bloomberg.

Os mercados acionistas de todo o mundo sofreram uma queda na semana passada, quando receios do impacto da epidemia do coronavírus e do seu efeito sobre a economia mundial atingiram os ativos de risco.

O
s mercados de ações caíram pela primeira vez em três semanas, as moedas dos mercados emergentes negociaram com dificuldade e as moedas de refúgio ganharam com esse facto, à exceção do caso evidente do Yen japonês. Este estado de coisas é bastante compreensível, tendo em conta a relativa vulnerabilidade da economia japonesa face às perturbações económicas resultantes das tentativas de controlar a propagação do vírus.

O Euro, por sua vez, parece ter estabilizado entre a desvalorização dos mercados financeiros, o que parece sustentar a tese de que as quedas recentes se deveram a operações de “carry trade”, que procuraram tirar partido dos diferenciais das taxas de juro, e não tanto da aparente degradação das expectativas para a Zona Euro.

Na ausência de novidades macroeconómicas significativas, as atenções dos mercados deverão centrar-se nos números diários das infeções pelo coronavírus, dentro e fora da China, assim como nas medidas que estão a ser tomadas para conter o surto. Apenas a publicação americana com dados da inflação, na sexta-feira, poderá gerar alguma volatilidade, uma vez que se trata da medida preferencial da Reserva Federal.

GBP

O conjunto de dados económicos sólidos do Reino Unido em termos de emprego, preços das casas, salários e índices PMI da atividade comercial pouco fez para apoiar a Libra, que continua a ser impulsionada pelas notícias pouco animadoras sobre as negociações comerciais com a União Europeia. Na próxima semana deverão surgir notícias mais alargadas com perspetivas sobre as negociações. Na terça-feira, a UE irá sancionar o seu mandato de negociação, prevendo-se que o Reino Unido, também em algum momento desta semana, revele os pormenores da sua posição, o que fará com que a Libra possa apresentar alguma volatilidade, especialmente em função das publicações da UE.

EUR

Depois de sofrer recentemente uma inesperada quebra, a moeda comum estabilizou esta semana e conseguiu recuperar ligeiramente face às principais moedas, à exceção do Franco suíço. Esta pequena evidência serve de sustento à nossa opinião de que esta queda recente se deve principalmente a operações de “carry trade”, que fizeram cair o Euro em relação a outras moedas de maior rendimento, para tirar partido dos diferenciais das taxas de juro. O espírito de aversão ao risco dos mercados conduz, normalmente, a operações deste género.

Os principais índices PMI da atividade comercial surpreenderam positivamente na semana passada, uma vez que subiram, não obstante o impacto do coronavírus nas cadeias globais de abastecimento. Os detalhes são ligeiramente menos positivos, uma vez que os prazos de abastecimento mais longos causados pela interrupção explicam o aumento, mas apenas em parte. Os PMI constituem um desenvolvimento marginal positivo importante para a economia da Zona Euro, embora os dados não revelem ainda o impacto total da epidemia.

USD

Os sinais positivos das publicações económicas de segundo nível dos EUA foram ofuscados pelos índices da atividade comercial PMI de sexta-feira, surpreendentemente negativos. A diferença significativa entre os esperados 53 e os efetivos menos de 50, indicativo de contração, deve ser encarada com moderação, uma vez que este índice tem uma história mais curta nos EUA, não tendo um valor preditivo estabelecido, comparativamente ao mesmo índice na Zona Euro. As principais notícias desta semana são a publicação americana com dados da inflação, na sexta-feira, quando se espera uma ligeira subida para 1,7%, aproximando-se da zona de conforto da Reserva Federal de 2%.

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