Moedas dos mercados emergentes afastam preocupações dos mercados acionistas

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25 Janeiro 2022

Escrito por
Enrique Díaz-Álvarez

Chief Risk Officer na Ebury

A semana passada continuou a testemunhar circunstâncias interessantes, em que as moedas dos mercados emergentes continuam a aguentar-se bem não obstante o facto de os mercados acionistas em países desenvolvidos serem abalados pelos picos de aversão ao risco. As taxas americanas acalmaram na subida, com a taxa a 10 anos a situar-se 2 pontos base abaixo. O catalisador ostensivo da desvalorização dos ativos de risco foram as preocupações geopolíticas em torno da crise da Ucrânia, o que deixa a maioria das principais economias emergentes relativamente inalteradas (à exceção da Rússia, naturalmente), os rendimentos dos EUA estáveis ou mais baixos e os preços das mercadorias mais altos. Em termos gerais uma combinação positiva para os mercados emergentes. O resultado foi um quadro monetário bastante inusitado, no qual as moedas da América latina se situaram no topo, juntamente com as moedas seguras do G10, o Franco suíço e o Iene japonês.

A
reunião da Reserva Federal na quarta-feira marcará o ponto alto da semana, enquanto quase todos os mercados em todo o mundo estão à espera que o FOMC aponte para uma subida em março e a entever a aproximação do fim antecipado da aquisição de ativos. Os índices PMI da atividade comercial na Zona Euro e no Reino Unido apresentarão na segunda-feira uma avaliação dos efeitos da variante Ómicron sobre a economia da União. Por fim, os operadores estarão de olhos postos nos desenvolvimentos na Ucrânia.

 

GBP

 

Na semana passada a corrida da Libra abrandou em virtude das últimas notícias económicas saídas do Reino Unido e de um ambiente avesso ao risco. No entanto, a surpresa da subida acentuada da inflação em dezembro não garante, de forma alguma, o anúncio de subida das

taxas de juro pelo Banco de Inglaterra na reunião de fevereiro. Olhando para os índices PMI de janeiro na segunda-feira confirmamos que o impacto da Ómicron na economia do Reino Unido é percetível mas controlável, uma vez que os três subíndices permanecem em território expansionista. Pensamos que o alívio das medidas de confinamento anunciadas anteriormente pode impulsionar uma surpresa positiva e dar força à Libra durante a semana.

 

EUR

 

Começa a notar-se uma clivagem significativa entre as visões dos membros do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu. É notório o desconforto crescente face aos seus pressupostos otimistas relativamente ao regresso rápido a uma inflação de 2%, e não existe acordo quanto ao fim do programa de estímulos monetários. Por outro lado, a Presidente Lagarde parece continuar a agarrar-se a uma visão conservadora da inflação e das perspetivas futuras. As previsões do BCE para a inflação parecem ser irrazoavelmente otimistas. Pensamos que a clivagem no Conselho irá aumentar e conduzirá a uma subida no BCE antes do fim do ano, o que deverá dar um empurrão ao Euro.

 

USD

 

Os mercados continuaram a apostar numa subida das taxas de juro pela Reserva Federal na semana passada, ainda que persista a aversão ao risco e a dívida do Tesouro dos EUA apresente rendimentos mais baixos. À parte a volatilidade dos mercados, na semana passada não surgiram muitas notícias dos EUA. A reunião de janeiro da Reserva Federal, que terá lugar na quarta-feira, constitui um momento crítico para os mercados monetários. Para além de um sinal claro de que a subida em março se aproxima, pensamos que há uma boa probabilidade de o fim do programa de estímulos monetários ser anunciado mais cedo do que o previsto atualmente. O impacto real de um fim antecipado seria pequeno, mas o efeito psicológico de um sinal conservador seria imprevisível. Por conseguinte, pensamos que é mais provável que o programa expire na data prevista, embora contemos que a Reserva Federal faça declarações conservadoras na reunião.

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