Centro de informação COVID-19. Encontre recursos, links e informações úteis para pequenas e médias empresas. Saiba mais

Libra ganha força com os Conservadores à frente nas sondagens

  • Voltar
  • Análise do Mercado de Câmbios
    Análise do Mercado de Câmbios|Geral
    Análise do Mercado de Câmbios|Relatórios especiais
    Comércio Internacional
    Comércio Internacional|Finanças para empresas
    Finanças para empresas|Fintech
    Finanças para empresas|Sobre a Ebury
    Fintech
    Fraude
    Geral
    Imprensa
    Relatórios especiais
    Sobre a Ebury
  • Latest

2 December 2019

Escrito por
Enrique Díaz-Álvarez

Chief Risk Officer at Ebury. Committed to mitigating FX risk through tailored strategies, detailed market insight, and FXFC forecasting for Bloomberg.

Encerramos uma semana algo ambivalente no que toca aos mercados cambiais das moedas do G10.

A
Libra foi a vencedora, superando todas as principais moedas mundiais, com os mercados a deixarem claro qual é a sua preferência quanto ao resultado eleitoral esperado no Reino Unido: uma vitória dos Conservadores. Um sentimento globalmente dinâmico entre os investidores significa pior desempenho das moedas de refúgio como o Iene. Por último, o Euro foi negociado dentro do intervalo mais apertado em muitos anos. A falta de movimento teve sem dúvida a ver com o feriado de Ação de Graças nos EUA.

Menção especial para a continuidade da rota das moedas latino-americanas, que sofreram um duro golpe no mês passado na sequência dos protestos políticos que abalaram um país após o outro. Na semana passada, o Peso colombiano apresentou o pior desempenho entre as principais moedas globais.

O destaque desta semana deverá ser o relatório do emprego dos EUA que será divulgado na sexta-feira. Os discursos da nova presidente do BCE, Christine Lagarde, e de Benoît Coeuré, poderão fazer mexer a moeda comum, enquanto a Libra reagirá principalmente às sondagens de opinião sobre as próximas eleições gerais.

GBP

A negociação da Libra esterlina é atualmente impulsionada inteiramente pelas notícias sobre as próximas eleições, tanto mais em semanas como a anterior, com poucas notícias de destaque. A possibilidade de uma repetição das eleições de 2017, quando os Trabalhistas conseguiram reduzir o fosso nos últimos dias da campanha, parece menos provável desta vez. Para já, os Conservadores mantêm uma vantagem de dois dígitos e os mercados de probabilidades estimam as probabilidades de Corbyn se tornar Primeiro-ministro em cerca de 2%. Veremos se as notícias macroeconómicas, com os principais índices de atividade comercial PMI a sairem na terça e quarta-feira, conseguem atravessar o ruído político e fazer-se ouvir.

EUR

É surpreendente a pouca atenção que os números provisórios da inflação receberam dos mercados na semana passada. A medida crítica da inflação subjacente, que exclui as componentes voláteis da alimentação e da energia, registou um aumento significativo de 0,2%. Cifrando-se em 1,3% em termos anuais, está a subir para os valores máximos nos últimos três anos. Este é um elemento crítico para a definição das políticas do BCE e esta surpresa no sentido ascendente poderá retirar novos estímulos do BCE de cima da mesa. Aguardamos agora que os dados sobre as vendas a retalho e o emprego, a publicar na quinta-feira, venham confirmar a recente série de surpresas positivas da Zona Euro, fazendo subir o Euro.

USD

Os dados de segunda linha publicados na curta semana de Ação de Graças superaram as expectativas, embora não o suficiente para alterar significativamente as projeções. Esta semana, aguardamos atentamente a divulgação dos índices da atividade comercial do ISM e, mais importante, o relatório sobre os salários de novembro. A resolução da greve da General Motors trará provavelmente uma recuperação nos empregos líquidos criados, contribuindo para a melhoria do sentimento geral dos mercados financeiros.

Partilhar