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Fed cauteloso pressiona Dólar

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16 July 2019

Escrito por
Enrique Díaz-Álvarez

Chief Risk Officer at Ebury. Committed to mitigating FX risk through tailored strategies, detailed market insight, and FXFC forecasting for Bloomberg.

As declarações semestrais do presidente da Reserva Federal, Powell, ao Congresso norte-americano foram mais uma vez cautelosas, indicando novamente a probabilidade de cortes na reunião de julho.

O
s fortes dados sobre a inflação nos EUA, publicados no dia seguinte, pareceram contradizê-lo, mas os mercados não deram importância e o Dólar americano foi a moeda do G10 com pior desempenho. No entanto, na semana passada, a maior animação aconteceu com as moedas dos mercados emergentes. Embora, de um modo geral, tenham voltado a subir, lideradas pela forte recuperação do Real brasileiro, a Lira turca caiu após as notícias do último fim-de-semana de que Erdogan tinha substituído o chefe do Banco Central do país.

A próxima semana adivinha-se estranhamente calma em termos de publicações económicas. Embora estejamos sempre expostos ao risco global associado ao conflito comercial EUA-China ou ao Brexit, esperamos ver alguma sonolência de verão na negociação dos mercados cambiais.

EUR

É verdade que os dados da produção industrial de maio foram uma surpresa. Embora estes dados estejam naturalmente desatualizados neste momento, são um indicador de que o risco de recessão na Zona Euro é muito baixo. Os consumidores europeus continuam em força, graças à criação estável de empregos e a ganhos efetivos nos salários reais. No entanto, até à data, o Euro não está a reagir da melhor forma aos dados recentes mais fortes, já que os receios de uma retoma dos estímulos monetários do BCE se arrastam. Por conseguinte, qualquer subida acentuada do Euro terá de ser impulsionada por comunicações menos cautelosas dos funcionários do BCE – embora o calendário nesta frente pareça pouco animador na próxima semana.

GBP

Os dados económicos oscilantes do Reino Unido ainda não traçaram uma imagem clara do impacto da incerteza do Brexit sobre as empresas e os consumidores do Reino Unido. A ausência de qualquer colapso no investimento parece indicar que as empresas do Reino Unido estão, por enquanto, a adotar uma visão otimista quanto à probabilidade de um Brexit sem acordo, embora os mercados de apostas considerem que a probabilidade de tal se alterar seja aproximadamente de um para três.

USD

Nos EUA está a desenvolver-se uma dicotomia interessante nas notícias económicas e políticas. A cautela da Reserva Federal é inegável e o presidente Powell deixou clara a sua disposição de reduzir as taxas em julho. Enquanto isso, a inflação subjacente (que exclui as componentes voláteis da alimentação e da energia) está acima da meta de 2% do Fed há 18 meses consecutivos. Os números de junho foram consideravelmente mais fortes do que o esperado. Não há sinais de desaceleração na criação de emprego e os índices de mão-de-obra secundária mostram uma força de trabalho cada vez mais assertiva e confiante. Mantemos a nossa opinião de que, nos EUA, a margem para cortes é menor do que o esperado pelos mercados das taxas de juros.

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