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Dólar americano desvaloriza enquanto respostas dos bancos centrais começam a produzir efeitos

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4 May 2020

Escrito por
Enrique Díaz-Álvarez

Chief Risk Officer at Ebury. Committed to mitigating FX risk through tailored strategies, detailed market insight, and FXFC forecasting for Bloomberg.

Na semana passada, as moedas mundiais recuperaram em relação ao Dólar, à medida que vários mercados severamente atingidos davam sinais de estabilização, em particular o do petróleo.

O
s investidores mantiveram-se otimistas até sexta-feira, quando Trump criticou duramente a China, o que, combinado com o fim de semana prolongado, na maior parte dos países, fez cair as ações em todo o mundo. Em geral, as moedas mundiais aguentaram-se, enquanto o Dólar caiu face às restantes moedas do G10 e à maior parte das moedas dos mercados emergentes.

Os destaques desta semana vão para o relatório sobre o emprego norte-americano referente a abril, publicado na sexta-feira à tarde. Estes dados irão permitir-nos avaliar com precisão os danos causados pela pandemia no mercado de trabalho americano, após uma série de relatórios semanais do emprego terem publicado dados preocupantes, embora talvez menos precisos. Falta agora ver se a subida mundial dos ativos de risco terá sido precipitada, tendo em conta os terríveis dados económicos até à data.

EUR

O crescimento económico da Zona Euro no primeiro trimestre, a uma taxa anual de -16,8%, foi verdadeiramente desanimador. A taxa de contração sobrepõe-se assim à taxa americana equivalente, que se fixou em -4,8%. Pensamos que isto se deve sobretudo ao desfasamento das ordens de confinamento dos EUA em relação à Europa, durante o mês de março, e prevemos que o fosso se reduza no segundo trimestre. A boa notícia é que o desemprego aumentou apenas ligeiramente, uma vez que foram aplicados vários regimes estatais de apoio ao emprego, apesar da baixa atividade. O BCE anunciou um novo programa de financiamento, o PELTRO, que visa apoiar os bancos através de empréstimos com taxas de juro ainda mais baixas e condições mais atrativas do que os atuais TLTROS. O Euro teve um desempenho surpreendentemente bom, e parece que o mercado está a aproximar-se da nossa ideia de que os programas aprovados pelo BCE são suficientes para garantir que não surgem riscos sistémicos do Euro, enquanto os Estados lidam individualmente com a crise.

GBP

Os dados das vendas a retalho no Reino Unido pouco fizeram para impulsionar a Libra esterlina, que basicamente acompanhou de perto os movimentos do Euro face ao Dólar. O principal acontecimento desta semana é a reunião do Banco de Inglaterra, na quinta-feira, em que se prevê que o Comité de Política Monetária mantenha taxas ao nível real de zero. O mercado estará atento à ata da reunião para medir as expectativas dos membros quanto à profundidade da contração económica. De resto, serão determinantes os pormenores sobre os planos do Primeiro-ministro Boris Johnson de reabrir gradualmente a economia, a partir de 7 de maio.

USD

A Reserva Federal norte-americana anunciou alguns ajustes aos seus programas de empréstimo anunciados recentemente, e o presidente Jerome Powel comprometeu-se a manter as medidas extraordinárias em vigor durante o tempo necessário. Além disso, não saiu mais nenhuma notícia da reunião da Reserva Federal, na semana passada, que tenha feito agitar o mercado. Relativamente ao relatório sobre o emprego, da próxima sexta-feira, a expectativa é de que destaque números surpreendentes de desemprego e perda de postos de trabalho. Mais conservadores do que a maioria, prevemos um número em torno dos 20%, refletindo as perdas brutais de postos de trabalho ocorridas nas últimas semanas. Com as atenções a desviarem-se agora para os planos de reabertura das diferentes economias, os números persistentemente elevados do contágio e da mortalidade nos EUA levam-nos a esperar uma recuperação mais tardia do que na Zona Euro, o que pode ser benéfico para o Euro.

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