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Coronavírus – Receios atingem mercados financeiros de todo o mundo

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3 February 2020

Escrito por
Enrique Díaz-Álvarez

Chief Risk Officer at Ebury. Committed to mitigating FX risk through tailored strategies, detailed market insight, and FXFC forecasting for Bloomberg.

Os investidores passaram a semana nervosos à espera dos últimos dados sobre os contágios e as mortes causadas pelo Coronavírus na China e outras partes do mundo.

A
s bolsas mundiais sofreram quedas acentuadas, embora na China tivessem estado encerradas para as férias do Ano Novo Lunar. À data em que o presente relatório foi redigido, os mercados chineses estavam a preparar-se para a primeira negociação desde que o vírus foi declarado emergência mundial. As autoridades chinesas anunciaram uma série de medidas de apoio aos mercados, incluindo uma injeção de liquidez de 150 mil milhões de Yuan. Os receios quanto ao impacto sobre as cadeias globais de abastecimento atingiram os preços das mercadorias e as moedas dos mercados emergentes. As moedas de refúgio, como o Iene e o Franco suíço, recuperaram, e o Euro e a Libra têm-se aguentado bem em relação ao Dólar americano, graças, em parte, à mensagem conservadora da Reserva Federal na reunião de janeiro.

Esta semana, as atenções estarão centradas nas notícias sobre a epidemia do Coronavírus. As posições curtas em ativos de risco estão a ser esticadas, pelo que qualquer notícia de uma estabilização da taxa de contágio, em especial fora da China, poderá levar a uma recuperação significativa. Tão cedo não deverá ser visível qualquer efeito sobre os dados económicos. Dos EUA esperam-se notícias determinantes para o mercado. Na segunda-feira, as eleições primárias do partido Democrata serão altamente disputadas no Iowa, com o candidato mais à esquerda, Bernie Sanders, a liderar as sondagens. Na sexta-feira, prevê-se que o relatório sobre os salários nos EUA continue a apontar para um crescimento sólido do emprego e ganhos modestos, mas regulares, dos salários reais.

GBP

Tal como previsto, o Banco de Inglaterra não correspondeu às expectativas de descida dos mercados, o que resultou numa subida da Libra, apesar da tentativa generalizada de fugir ao risco. A decisão de manter tudo como está ganhou por uma maioria de 7-2. A Libra está a sofrer no início desta manhã nos mercados asiáticos, depois de Boris Johnson ter sugerido que está pronto para abandonar as negociações sem um acordo. No entanto, acreditamos que se trata apenas de ruído e que qualquer desvalorização da Libra será temporária.

EUR

Na passada semana, os dados económicos publicados para a Zona Euro foram dececionantes. O crescimento do PIB no último trimestre de 2019 surpreendeu pela negativa, imprimindo uma taxa anual anémica, de 0,4%, em linha com a ligeira contração da economia francesa, contrária às expectativas de um ligeiro crescimento. A inflação subjacente caiu novamente para 1,1%, e a meta de 2% do BCE parece estar mais longe do que nunca de ser atingida. O desenvolvimento do carry trade, arrastado pelo susto do Coronavírus contribuiu para a ligeira valorização da moeda comum durante a semana, não obstante os dados dececionantes. Na próxima semana, as atenções estarão centradas nos discursos oficiais do BCE, especialmente da presidente Lagarde, na segunda e quarta-feira.

USD

Dados europeus dececionantes contrastaram do outro lado do Atlântico com uma mensagem cautelosa por parte da Reserva Federal. Comunicações otimistas do Fed previam um crescimento norte-americano, embora expressassem alguma frustração relativamente à inflação, que parece manter-se persistentemente aquém da meta do banco central. Os receios sobre o surto de Coronavírus parecem ter tido um efeito misto sobre o Dólar americano, que valorizou acima das moedas de commodities e dos mercados emergentes, enquanto a maioria das moedas europeias se mantém estável. Não prevemos que as primeiras primárias democráticas tenham um efeito significativo sobre as transações do Dólar americano, revestindo-se de maior importância o relatório sobre o emprego americano, na sexta-feira. Como habitualmente, estaremos muito atentos aos números sobre o aumento anual dos salários, para ver se os níveis muito baixos de desemprego abrem ou não caminho a pressões ascendentes sobre os salários, que agradaria muito à Reserva Federal.

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