Moedas de "refúgio" valorizam face às tensões geopolíticas

Enrique Díaz-Álvarez14/Aug/2017Análise do Mercado de Câmbios

O clima de tensão na península coreana perturbou, na semana passada, a acalmia típica da estação nos mercados cambiais. A acesa guerra de palavras entre a Administração Trump e o Governo da Coreia do Norte fez aumentar a procura do Franco suíço e, com alguma surpresa, do Iene japonês. A nível mundial, os mercados de ações caíram e as taxas da dívida pública desceram, enquanto os indicadores de volatilidade, em níveis extraordinariamente baixos, registaram fortes subidas. O Dólar não beneficiou muito deste aumento de aversão ao risco, face à descida dos juros norte-americanos e aos números da inflação de julho, ligeiramente abaixo das estimativas, divulgados na passada sexta-feira.

Todavia, foi o Dólar da Nova Zelândia que registou a maior movimentação da semana, tendo caído acentuadamente face a todas as principais moedas, enquanto o Banco da Reserva da Nova Zelândia intensificava esforços verbais no sentido de conter a desvalorização da sua divisa.

Além de desenvolvimentos geopolíticos imprevisíveis, esta semana deverá produzir pouca informação suscetível de influenciar os mercados. Relativamente às principais moedas, os únicos destaques são os dados da inflação de julho do Reino Unido e a publicação das atas das últimas reuniões da Reserva Federal norte-americana e do Banco Central Europeu.

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Written by Enrique Díaz-Álvarez

Diretor de Risco da Ebury. Responsável pela gestão estratégica e análise do mercado de câmbios para a empresa e seus clientes. Enrique é reconhecido pela Bloomberg como um dos analistas mais precisos e exactos nas suas previsões de câmbios.