Moedas do mundo em espera nas vésperas do feriado de Ação de Graças nos EUA
As moedas do G10 permaneceram dentro de intervalos invulgarmente apertados na semana passada.
T
odas elas terminaram a 0,5% ou menos do início da semana, e os intervalos semanais foram muito curtos. Não houve notícias significativas quanto ao conflito comercial, ao Brexit ou às políticas dos principais bancos centrais, o que ajuda a explicar a quietude do mercado. A relativa resiliência do Euro face aos dados dececionantes dos inquéritos PMI surpreendeu-nos um pouco.

As moedas dos mercados emergentes foram mais ativas, e as latino-americanas em particular tiveram uma semana difícil, lideradas pelo Peso chileno numa descida empurrada pela continuação da incerteza política.

Entretanto, estamos a iniciar aquela que deverá ser outra semana tranquila nos mercados, já que a segunda metade da semana será marcada pelo feriado de Ação de Graças dos EUA. No Reino Unido, a liderança conservadora nas sondagens é um bom presságio para o desempenho da Libra. O comunicado do BCE na quarta-feira poderá aumentar a volatilidade da moeda comum, e os números mais importantes sobre a inflação na Zona Euro saem na sexta-feira, mas a semana da Ação de Graças geralmente não é propícia a movimentos dramáticos do mercado.

GBP



O debate dos líderes no Reino Unido passou-se sem que houvesse um vencedor claro, o que é uma excelente notícia para os Conservadores, uma vez que lideram as sondagens. No entanto, os dados revelados pelo inquérito PMI foram muito fracos, consistentes com uma economia em contração e no nível mais baixo desde o resultado do referendo do Brexit. Após a significativa valorização da Libra nas últimas semanas, a moeda estava numa posição de força e a fraqueza dos dados PMI serviu de desculpa para uma ligeira descida da Libra. Sem notícias macroeconómicas críticas disponíveis esta semana, as notícias das eleições continuarão a dominar as negociações da Libra esterlina. Estaremos atentos a qualquer sinal indicador de desgaste da liderança conservadora na reta final da campanha, tal como aconteceu em 2017, embora para já não tenha havido nenhum sinal nesse sentido.

EUR



O Euro não sofreu alterações até ao final da semana, altura em que o dececionante índice PMI das atividades comerciais fez abalar um pouco a moeda comum. O discurso de Lagarde, a apelar a uma política fiscal, tornou-se ainda mais urgente, uma vez que os sinais de uma aceleração do crescimento da Zona Euro teimaram em não aparecer. O principal evento desta semana será o lançamento dos números provisórios da inflação na sexta-feira. O intervalo das previsões dos economistas é invulgarmente amplo, mas parece provável que a inflação subjacente suba pelo terceiro mês consecutivo, o que poderá dar algum apoio ao Euro nesta semana de Ação de Graças.

USD



Os dados económicos publicados nos EUA na semana passada foram bastante sólidos, apesar de serem essencialmente dados de segundo nível. O Dólar manteve a sua posição em relação às restantes moedas do G10, mas recuperou ao longo da semana em relação às moedas dos mercados emergentes, afetadas pela contínua incerteza comercial. O fluxo de notícias será muito limitado nesta semana de feriado, embora não possamos descartar a possibilidade de notícias sobre o conflito comercial EUA-China. No entanto, esta semana é mais provável que o Dólar seja negociado com base em notícias de outras partes do mundo.
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