Dólar valoriza com o abrandamento dos receios do coronavírus
Os sinais de que a taxa de propagação do coronavírus estava a abrandar na China impulsionaram uma recuperação geral dos ativos de risco em todo o mundo.
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Dólar beneficiou da recuperação, assim como as moedas asiáticas em geral. As moedas de refúgio, como o Iene, sofreram e as moedas europeias, na sua maioria, também caíram. O Dólar foi sustentado ainda por um animador relatório sobre os salários norte-americanos, que confirmou que a mais longa expansão económica na história dos EUA está longe do fim.

Esta semana, o foco permanecerá nas divulgações diárias dos números de contágio do coronavírus na China e no mundo, principalmente porque os dados serão escassos. A declaração semestral do Presidente do Fed, Jerome Powell, no Congresso dos EUA na terça-feira, será da maior importância. O crescimento do PIB do Reino Unido, no quarto trimestre, que sairá na terça-feira, os dados sobre a produção industrial da Zona Euro, na quarta-feira, e sobre a inflação dos EUA, na quinta-feira, serão os principais dados a destacar. As primárias democráticas de New Hampshire, na terça-feira, também podem trazer alguma animação, caso se confirme que a ala esquerda do partido representado por Sanders está em ascensão.

GBP


Na semana passada houve revisões em alta significativa dos índices PMI da atividade comercial de janeiro, o que é um bom sinal para o crescimento em 2020, mas não ajudou a Libra Esterlina, que caiu, em linha com a recuperação geral do Dólar. As expectativas para os números do PIB desta semana são baixas, com os economistas em geral a esperar uma leitura plana. Este é um dado retrospetivo que será afetado pela incerteza quanto ao Brexit, que não se dissipará até às eleições gerais no final do trimestre. No entanto, a expectativa para uma surpresa positiva parece estar mais baixa do que o habitual e a Libra apresenta-se “oversold”, com preços baixos principalmente em relação ao Dólar americano.

EUR


A próxima semana adivinha-se calma na Zona Euro. Os únicos dados a ser divulgados serão a produção industrial de dezembro, dados demasiado retrospetivos para ter um impacto significativo no mercado. Embora vários membros do BCE estejam disponíveis, é pouco provável que partilhem informações relevantes sobre o estado das discussões políticas no banco central. Por enquanto, os movimentos do Euro dependerão de notícias de outras partes do mundo.

USD


A declaração do presidente do Fed, Jerome Powell, perante o Congresso deve reiterar a mensagem moderadamente otimista do Fed de que a economia dos EUA está de boa saúde, sem pressões inflacionistas, e de que o banco central continua à espera para ver o que vai acontecer num futuro próximo. A inflação do IPC, na quinta-feira, deverá confirmar que está praticamente alinhada com a meta do Fed e que, por enquanto, não é necessário nenhum aperto. Em termos de impacto nos mercados cambiais, a recente valorização do Dólar dos EUA face ao Euro parece exagerada e entendemos que há espaço para a moeda comum voltar ao topo do seu intervalo de negociação recente, próximo de 1,1150, nas próximas semanas.
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