Dólar recupera com otimismo económico e subida das taxas
Notícias económicas melhores do que se esperava e sinais positivos quanto ao conflito comercial EUA-China foram o catalisador de mais uma semana de aumento dos preços dos ativos e dos fluxos de investimentos de risco.
E
sta semana, a fuga das moedas de refúgio significou rendibilidades mais elevadas dos títulos do Tesouro e um Dólar norte-americano mais forte em relação a todas as restantes moedas do G10. A tabela de resultados dos mercados emergentes foi mais variável, já que o Rand da África do Sul foi a moeda com melhor desempenho, graças à notícia de que a Moody’s não reduziu o rating da dívida soberana do país, enquanto o Real brasileiro caiu após o fracasso do leilão dos direitos de exploração petrolífera no país.

Na próxima semana, as luzes da ribalta viram-se outra vez para os dados macroeconómicos. O crescimento do PIB do Reino Unido, na terça-feira, e a inflação dos EUA, na quarta-feira, são os principais dados aguardados, embora as manchetes da frente comercial da China continuem a ser uma fonte de volatilidade.

GBP


O Banco de Inglaterra foi surpreendentemente cauteloso na semana passada. Houve dois dissidentes inesperados na decisão de manter as taxas estáveis, os quais eram inicialmente a favor de um corte. A Libra sofreu no rescaldo, acabando a semana com uma queda de mais de 1% em relação ao Dólar. Esta semana teremos uma imagem muito mais clara do impacto da incerteza quanto ao Brexit na economia britânica. O crescimento do PIB no terceiro trimestre deverá ser apoiado por fatores temporários, mas os dados do emprego fornecerão uma imagem mais clara da saúde da economia.

EUR


A surpresa positiva na publicação dos índices PMI de atividade empresarial de outubro não recebeu a atenção que acreditamos que merece. O índice composto foi revisto em alta de 0,4 pontos e está agora bem afastado da barreira crítica de 50 que separa a recessão do crescimento. Esta semana há algum interesse em descobrir se a economia alemã evitou a contração no terceiro trimestre. De qualquer modo, deve ser uma semana de poucas notícias na Zona Euro, pelo que o Euro deverá ser transacionado essencialmente com base em eventos externos.

USD


Os dados de segunda linha provenientes dos EUA, na semana passada, foram bastante sólidos, impulsionados pelo índice ISM do sentimento empresarial. A desvalorização a que assistimos nos títulos do governo dos EUA parecia desproporcional comparativamente à solidez das notícias ou ao ligeiro progresso observado nas negociações comerciais EUA-China. As taxas de rendibilidade das obrigações soberanas dos EUA a 10 anos estão agora a aproximar-se do nível psicológico de 2% e, para já, é isso que está sustentar o Dólar americano. Olhamos agora para as afirmações do presidente do Fed, Jerome Powel, antes da Conferência Económica Conjunta do Congresso, na quarta-feira, quando deverá esclarecer se o Fed está ou não à espera de ver o que acontece no futuro próximo, como foi sugerido na última reunião do FOMC.
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